Descubra como estruturar um dashboard de saúde mental focado em riscos psicossociais e compliance com a NR-1, transformando dados complexos em planos de ação claros para o SESMT.

Escrito por
Eduardo Alba
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25/02/2026
Como fazer

Como criar um dashboard de saúde mental que o SESMT realmente vai usar
A rotina dos profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) exige precisão, embasamento técnico e foco na prevenção. No entanto, quando o assunto é saúde mental corporativa, muitas empresas ainda entregam ao SESMT painéis repletos de métricas subjetivas de satisfação que pouco ajudam na hora de preencher o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Sabemos que os transtornos mentais já são a 3ª maior causa de afastamento do trabalho no Brasil. Para reverter esse cenário e garantir a conformidade exigida pela NR-1 atualizada, o seu dashboard precisa ir muito além de pesquisas de clima genéricas. Ele precisa diagnosticar, mapear e direcionar ações corretivas de forma clara.
Neste guia prático, vamos mostrar o passo a passo para construir um painel de indicadores que o SESMT realmente vai usar no dia a dia, unindo tecnologia, metodologia científica e acolhimento humano.
Passo 1: separe as métricas de bem-estar dos indicadores de risco
A confusão mais comum na gestão de pessoas é misturar ferramentas clínicas com avaliações organizacionais. Aplicativos de meditação ou benefícios de terapia cuidam da pessoa e avaliam hábitos individuais, como sono e respiração. O SESMT, por outro lado, precisa avaliar o ambiente e a organização do trabalho.
O seu dashboard deve focar em dados de compliance (hard metrics). O objetivo é identificar os fatores de risco psicossociais previstos na NR-1, como sobrecarga de trabalho, falhas de comunicação, falta de clareza de papéis e liderança excludente. Se o painel mostra apenas o "nível de felicidade" do time, ele não servirá como evidência em uma auditoria do Ministério do Trabalho.
Passo 2: utilize metodologias validadas internacionalmente
Dados sem rigor científico geram planos de ação ineficazes. Para que o seu painel tenha validade técnica e jurídica, a coleta de informações deve utilizar instrumentos psicométricos comprovados.
A base ideal para o seu dashboard é um diagnóstico de riscos psicossociais baseado no questionário COPSOQ validado cientificamente. O COPSOQ ajuda a entender exatamente por que os talentos estão estressados, avaliando exigências cognitivas, ritmo de trabalho e qualidade da liderança. Além disso, é fundamental que a estrutura de indicadores conte com uma metodologia de gestão contínua alinhada à ISO 45003 (Riscos psicossociais no trabalho), garantindo o padrão ouro na estruturação do PGR.
Passo 3: transforme dados em matrizes de risco e heatmaps
Um bom dashboard não apenas exibe números, ele conta uma história visual que facilita a tomada de decisão. O SESMT não tem tempo para cruzar planilhas intermináveis.
A visualização principal do seu painel deve ser a Matriz de Riscos da NR-1, categorizando os perigos por probabilidade e impacto. Utilize heatmaps (mapas de calor) para mostrar rapidamente quais departamentos ou squads (equipes multidisciplinares) estão na zona vermelha de atenção. Isso permite que a equipe de saúde direcione esforços e orçamento exatamente para as áreas que apresentam os maiores riscos de adoecimento ou turnover disfuncional.
Passo 4: cruze os indicadores organizacionais com dados de absenteísmo
O verdadeiro valor estratégico de um dashboard de saúde mental aparece quando correlacionamos causas e efeitos. Se a sua empresa apresenta um alto índice de afastamentos com CIDs relacionados a transtornos mentais, o painel deve ajudar a encontrar a causa raiz.
Cruze as taxas de absenteísmo e a sinistralidade do plano de saúde com os fatores de risco mapeados pelo COPSOQ. Por exemplo, se uma área tem muitos afastamentos por ansiedade e o dashboard aponta baixa "segurança psicológica" (o nível de conforto da equipe para falar, errar e propor ideias sem medo de retaliação), você encontrou o foco do seu próximo plano de ação.
Passo 5: garanta a anonimização e a proteção jurídica
Um erro fatal na construção de dashboards psicossociais é tentar identificar o risco no nível individual. Além de inibir respostas honestas, identificar nominalmente os colaboradores em risco viola diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e cria passivos trabalhistas graves.
O foco da NR-1 é o ambiente de trabalho. O painel deve apresentar dados sempre agregados e anonimizados, exibindo resultados apenas quando houver um número mínimo de respondentes por equipe. Isso protege a intimidade dos talentos e blinda a empresa juridicamente.
Checklist: o que não pode faltar no seu dashboard
Para facilitar a sua rotina, verifique se a sua ferramenta atual possui estes elementos fundamentais:
Mapeamento de fatores organizacionais (carga de trabalho, autonomia, apoio social).
Matriz de risco automática nos padrões exigidos pela NR-1 e pelo GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais).
Segmentação de dados por departamento, liderança e tempo de empresa.
Anonimização garantida por design.
Sugestões de planos de ação vinculados aos riscos identificados.
Transforme conexões em sucesso com tecnologia e embasamento
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Sobre
o autor

Eduardo Alba
Especialista em Estratégia e Dados com mais de 15 anos de experiência. Construiu a ferramenta para transformar cultura em métricas, impulsionada pela convicção de que o alto desempenho não existe sem saúde mental.


